Há um vício em andamento. As letras vivem seu pequeno deleite sempre que por elas passam os olhos dos leitores. A vida há nas letras ou nos olhos de quem lê? sentencia o conhecedor: há de ser nas mãos de quem escreve. Evite esforço, aqui não há espaço para respostas. É a contrução que nos interessa, o caminhar, o processo, a empresa de fazer um pensamento. Espaço da criação do futuro da literatura brasileira. Ler e escrever: o remédio para o vício da criação.

29 agosto, 2009

Fríolges, abacates e torresminho

Era um restaurante colombiano.

Era um lindo fim de tarde outonal em Paris.

Era para ser uma noite de saudades matadas, a começar pelo arroz com feijão.

Mas acabou sendo uma noite de saudades eternas.

Ás oito a noite eu e o colombiano tamomos o metrô mais próximo do escritório, Madeleine. Seguimos até a linha 3, mais dez minutos e chegamos em Rue Saint Maur e no céu os riscos formam uma geometria típicamente parisienese.

Os colombianos se multiplicaram em poucos segundos. Um deles soprou em meu ouvido, "è um lugar do povo, sabe. Não se preocupe pois a comida é boa".

Entre garçonetes, violas e linguiças eu senti um cheirinho do Brasil. Foi desleal.


São apenas 34 croissants a comer.

Um para cada dia que me resta neste país.

1 Comments:

Blogger Daniel Fonseca said...

Legal que você sentiu o cheiro de lingüiça e lembrou do Brasil.

3:11 AM

 

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